SERIDF inaugura galeria que homenageia mulheres maranhenses
A Secretaria de Estado da Representação Institucional do Maranhão no Distrito Federal (SERIDF-MA) inaugurou, no último dia 21 de outubro, a galeria “Mulheres Maranhenses”, um espaço dedicado a reconhecer e celebrar mulheres que deixaram um legado histórico em diversas áreas de atuação.
A iniciativa visa valorizar o protagonismo feminino e reforçar o compromisso do Governo do Maranhão com a promoção da igualdade de gênero e o reconhecimento das contribuições das mulheres para o desenvolvimento do Estado. A inauguração contou com a presença da ministra das Mulheres, Márcia Lopes, que destacou a importância de ações de visibilidade e valorização da mulher na história brasileira.
O secretário de Estado da Representação Institucional do Maranhão, Washington Luiz, ressaltou que a galeria é um gesto simbólico e necessário de reconhecimento:
“Essas mulheres abriram caminhos, desafiaram o patriarcado e mostraram que a força e a inteligência feminina sempre foram essenciais na construção do Maranhão. A galeria é uma forma de eternizar suas histórias e inspirar novas gerações”, afirmou o secretário.
A secretária adjunta da SERIDF, Célia Watanabe, também destacou o caráter transformador da iniciativa:
“A história oficial nem sempre dá conta de revelar o protagonismo das mulheres, apagando seus feitos. Registrar suas contribuições e manter a memória viva são atos que inspiram outras mulheres.”
A exposição reúne retratos e breves biografias de mulheres que se destacaram na política, na cultura, na ciência, no esporte, na educação e nos movimentos sociais, todas com trajetórias marcadas pela coragem e pela dedicação à transformação da realidade maranhense.
Entre as homenageadas estão Maria Firmina dos Reis (1822–1917), primeira romancista negra da América Latina e autora de Úrsula, obra abolicionista pioneira; e Maria Aragão (1910–1991), médica e símbolo da resistência democrática e da luta pelos direitos humanos.
A galeria também celebra Terezinha Rêgo (1933–2024), pesquisadora e pioneira no estudo das plantas medicinais; Dona Noca (1892–1970), primeira prefeita do Maranhão e símbolo de liderança feminina; e Georgiana Pflueger (1969–1989), atleta e referência no voleibol maranhense.
Na cultura popular, o destaque vai para Dona Teté (1924–2011), criadora do tradicional Cacuriá de Dona Teté; Patativa (1937–2025), ícone do samba maranhense; e DJ Nega Glícia (1977–2024), pioneira do reggae feminino no Estado.
Outros nomes que marcaram a história política e social do Maranhão também integram a galeria, como Lia Varella (1934–2010), primeira mulher negra a assumir a prefeitura de uma capital brasileira; Elisângela Cardoso (1975–2019), defensora dos direitos de crianças e adolescentes; Laura Rosa (1884–1976), primeira mulher a ocupar uma cadeira na Academia Maranhense de Letras; e Mãe Luza d’Oxum (1952–2015), liderança religiosa e ativista dos povos tradicionais.
A homenagem se estende ainda a Rosa Mochel (1919–1985), geógrafa e criadora da Festa da Juçara; Dona Belisa (1921–2018), pioneira na política municipal; Sandra Torres (1952–2019), assistente social e referência na luta pela cidadania; e Maria Geralda Borges (1935–2024), enfermeira e líder comunitária.
A galeria também reverencia Maria Lúcia Telles (1930–2016), fundadora do PDT e defensora dos direitos das pessoas com deficiência; Terezinha Amorim (1951–2024), militante das Comunidades Eclesiais de Base; Deline Lima (1965–2024), símbolo da luta anticapacitista; e Belinha Oberlinda Guajajara (1952–2014), uma das primeiras cacicas do povo Tenetehar/Guajajara.
Completam a homenagem Ana Jansen (1798–1869), figura marcante da história política e econômica de São Luís; Dona Dijé (1948–2018), fundadora do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB); Catarina Mina (1800–1865), símbolo da resistência negra e da luta pela liberdade; e Ieda Batista (1942–2008), professora e militante pela igualdade de gênero e fundadora do Partido dos Trabalhadores no Maranhão.
A galeria “Mulheres Maranhenses” está instalada na sede da SERIDF-MA, em Brasília, e segue aberta à visitação pública.